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Saúde
Faça exercício e evite dor de cabeça

Praticar atividade física é um remédio que evita dor de cabeça crônica. Esta é uma das conclusões de um estudo divulgado no último Congresso Brasileiro de Cefaleia, realizado em Vitória (ES), em outubro. De acordo com a pesquisa, indivíduos que não praticam exercícios físicos têm duas vezes mais (+ 100%) de chance de ser portador de Cefaleia Crônica Diária (dor de cabeça em pelo menos 15 dias por mês) do que os que fazem alguma atividade física regularmente. Nos casos de enxaqueca, a chance é de 43% a mais.

O estudo é a tese de doutoramento do médico Luiz Paulo de Queiroz pela Universidade Federal de São Paulo e foi publicado na revista "Cephalgia" e no "Headache Journal". Foram entrevistadas 3.848 pessoas, de todos os Estados brasileiros, com idades entre 18 e 79 anos, proporcionalmente à população de cada unidade da federação. A conclusão geral é que 72% dos habitantes do Brasil tiveram dor de cabeça no ano passado.

O perfil de quem mais tem enxaqueca  (migrânea) foi definido: mulher, da Região Sudeste, com alta escolaridade, baixa renda familiar e que não faz exercício físico regularmente.

O fator regional chama a atenção no caso de enxaqueca, já que a Sudeste apresenta 20,5% da população, a Sul 16,4%, a Nordeste 13,6%, a Centro-Oeste 9,5% e a Norte 8,5%. De acordo com o autor da pesquisa, há evidências de que quanto mais desenvolvida for a região e mais agitada for a vida da população com diversas atividades, maiores são as chances de apresentar enxaqueca. “Os fatores socioeconômicos e genéticos também influenciam”, acrescenta.

A Cefaléia do Tipo Tensional (CTT) também é prevalente nas Regiões Sul e Sudeste, ambas com 14%. Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste apresentam 10,3%, 6,8% e 6,1%, respectivamente.

De cabeça para baixo

Outro fato curioso da pesquisa é o que diz respeito à Cefaléia Crônica Diária. As Regiões Sul e Sudeste apresentam os menores índices do ranking, com 6,2%. Nordeste, Norte e Centro-Oeste aparecem com 7,7%, 10,2% e 11,8%, respectivamente. A conclusão é de que as regiões com atendimento médico mais precário apresentam um índice mais alto. “Os pacientes que cuidam bem de sua cefaleia episódica têm menos chances de desenvolver cefaleia crônica”, acredita o pesquisador.

A divisão por sexo é bem marcada. A enxaqueca é muito mais prevalente em mulheres, com 20%, contra 9,3% dos homens. Já o sexo masculino lidera a estatística de dor de cabeça do tipo tensional: 15,4% contra 9,5% das mulheres. A média deste último tipo (13%) foi considerada baixa em termos mundiais. No Canadá, por exemplo, o índice é de 36% e, na Alemanha, de 38,3%.

Há também diferença por idade. A dor de cabeça tensional é mais comum dos 20 aos 29 anos, enquanto a enxaqueca aparece mais dos 30 aos 39.

 
 
 

    

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