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Divirta-se
A Loba Christiane homenageia Cortez

O Lobo de Ray-Ban foi uma peça de enorme sucesso no final da década de 1980. Estreou em 1987 e ficou dois anos em cartaz no Brasil e até no Exterior. Com a direção de José Possi Neto, era estrelada por Raul Cortez e coadjuvada por Christiane Torloni e Leonardo Franco. Agora, 22 anos depois do início de tudo e três da morte de Cortez, a peça está de volta, mas na versão feminina, no Teatro Frei Caneca, em São Paulo.

A Loba de Ray-Ban também é dirigida por Possi e tem Christiane, agora com 52 anos, como protagonista. Franco faz o papel (invertido) que era da atriz global, e Maria Maya completa o elenco - é a mesma que fazia o papel de filha de Christiane na novela "Caminho das Índias", encerrada em setembro, e vivia exclamando: "Bizarro!".

O espetáculo é uma peça dentro de outra peça. Na primeira versão, Cortez fazia o papel do grande ator bissexual que era abandonado pela mulher e pelo jovem ator pelo qual era apaixonado. Agora, é Christiane que encarna a estrela que se vê solitária, sem o marido e a jovem amante.

Os três são atores e trabalham juntos numa peça. Numa noite, o espetáculo é interrompido pela atriz principal, que assume o clímax de sua crise existencial e afetiva diante do público. Revela-se o triângulo amoroso vivido por ela, envolvendo o ex-marido e sua atual amante, ambos atores da sua companhia teatral.

Paixão e traição são os temas

A discussão que se segue é sobre moral e relacionamento amoroso, ao mesmo tempo em que se desnuda o cotidiano dos camarins e coxias de um teatro. “Versamos sobre o mesmo tema, a paixão, na vida e na profissão. Expomos cruamente um triângulo amoroso, mas a emoção que permeia este trabalho tem outro tônus comparado àquele que se instaurou na encenação de 87. Lidamos agora com outro triângulo de atores, portanto outra química se estabelece. Resultado previsto? Novas emoções, nova estética”, afirma Possi.

A realização da peça foi um grande desafio em vários sentidos. Primeiro, porque nem o autor ainda tinha o texto - que foi descoberto por Franco, num grande esforço, na Biblioteca Nacional, no Rio. Renato Borghi havia escrito a versão feminina a pedido da atriz Dina Sfat, que adoeceu e morreu antes de realizar o projeto.

Já Christiane diz que ouve Cortez falando o texto em seu ouvido, ao mesmo tempo em que se ouve quando Franco se manifesta. E Franco, que era bem jovem da primeira vez, quer voltar ao texto daqui a dez anos, como protagonista. Quantas vidas terá este Lobo?

A Loba de Ray-Ban
De Renato Borghi
Teatro Shopping Frei Caneca
Endereço: Rua Frei Caneca, 569 - 6º Andar
Telefones: (11) 3472-2226/2229/2230
Horários: qui. e sáb. 21h; sex. 21h30; dom. 19h
Ingressos: qui. R$ 70,00; sex. a dom. R$ 80,00
90 minutos, 14 anos
Até 20 de dezembro

 
 
 

    

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