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Divirta-se
O amor entre um homem e um robô

Num futuro não muito distante, robôs substituirão atores nas novelas de baixo orçamento. E se tornarão tão humanos ao ponto de um jovem escritor se apaixonar por uma atriz-robô e enfrentar muitas dificuldades por causa disso. Este é o resumo da peça Tempo de Comédia, do renomado autor inglês Alan Ayckbourn, em cartaz no Teatro do Sesi, em São Paulo.

Adam Trainsmith é o escritor que conhece Chandler Tate, diretor de comédias aposentado, que agora vive à custa de dirigir atores-robôs, os “actóides”. O protagonista da novela comete uma série de erros que fazem a actóide JC-F31-333 morrer de rir. Ela tem medo de que o seu senso de humor seja um defeito, mas Adam vê nisso uma vantagem. Ele lhe dá o apelido de Jacie e convence Chandler a dirigir uma comédia especialmente para ela.

O problema é que a diretora regional ameaça arruinar o projeto, por ciúme da simpatia de Adam por Jacie, e ordena que sua memória seja apagada. Adam entra em pânico e decide fugir com Jacie. Durante a fuga, o casal passa por situações inusitadas para finalmente se apaixonar.

Comédia pastelão e amor platônico

De acordo com a diretora Eliana Fonseca, o texto, recheado de referências a Buster Keaton e O Gordo e o Magro, tem a estrutura de um roteiro clássico de humor, costurado por situações cômicas deliciosas, “como inversões de expectativas, repetições cômicas e até tortas de creme que voam entre os personagens, resgatando o bom e velho humor clássico, irreverente, universal e atemporal”.
 
Para o autor, a peça é uma grande homenagem à comédia clássica, que se serve de uma divertida sátira à televisão e à ficção científica para contar uma deliciosa história de amor do século 21. “A peça é sobre o que nos torna humanos e sobre a relação entre o riso e o amor. Enfim, é uma comédia romântica”, resume.

O texto foi desenvolvido pelo autor a partir do princípio de que o ser humano parece ser a única espécie que possui senso de humor e que se apaixona movido por outras razões que não o instinto de procriação. “Apesar de algumas pessoas acreditarem que não há amor sem sexo, eu acredito no amor em todos os níveis. Platônico, talvez, mas, mesmo assim, possível e divertido”, afirma.

Tempo de Comédia
Teatro do Sesi
Endereço: Av. Paulista, 1313
Telefone: (11) 3146-7405
Horários: sáb. e dom. às 15h
Entrada gratuita. Distribuição de ingressos a partir das 12h aos sáb. e 11h aos dom.
Até 4 de julho de 2010

 
 
 

    

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