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Viagem
Fernando de Noronha: não existe nada igual

Vários lugares do mundo são chamados de paraíso. Não muitos, porque se não deixariam de ser paraísos e se transformariam apenas em locais bonitos. Caribe, Madagascar e Pacífico Sul podem ser considerados os membros mais destacados deste grupo restrito. No Brasil, se há um lugar que pode entrar na categoria de paraíso, certamente é Fernando de Noronha.

Arquipélago vulcânico isolado no Atlântico Sul, Fernando de Noronha é a parte visível de uma cadeia de montanhas submersas cuja base está a 4 mil metros de profundidade. Com sol e calor o ano todo, o arquipélago possui uma quantidade inacreditável de belas paisagens, formadas especialmente pelo contraste entre as rochas negras de formação vulcânica e o mar verde - por isso, é chamada de Esmeralda do Atlântico.

Como está isolada, a 345 km do Cabo de São Roque (Rio Grande do Norte) e 545 km de Recife, é um ponto de parada de várias aves, que ali fazem seus ninhos e criam seus filhotes. Possui também uma rica vida marinha, facilmente visível em suas águas transparentes, que a transformam no melhor ponto de mergulho do País. E ainda tem tartarugas que desovam em suas praias e golfinhos que passam a noite em uma baía da ilha principal.

Fernando de Noronha é formado por 21 ilhas, ilhotas e rochedos. A ilha principal leva o nome do arquipélago e constitui 91% da área total. Destacam-se ainda as ilhas Rata, Sela Gineta, Cabeluda, São José e as ilhotas do Leão e da Viúva. Os meses mais chuvosos são março e abril, enquanto de setembro a dezembro praticamente não cai uma gota.

Suas praias têm mar calmo, especialmente de abril a novembro - de dezembro a março, várias delas são utilizadas para a prática do surfe. O destaque maior vai para a Baía do Sancho, considerada por várias revistas internacionais uma das praias mais bonitas do mundo, com águas transparentes, recifes e os rochedos conhecidos por Dois Irmãos. Todas merecem ser conhecidas, especialmente Conceição, Boldró, Cacimba do Padre, Atalaia e Baía dos Porcos.

Aventura começa na viagem

O aeroporto de Fernando de Noronha não permite o pouso de grandes aviões e por isso a viagem já é emocionante, realizada em aviões de pequeno porte que enfrentam os fortes ventos alísios provenientes da África. A vista do arquipélago a partir do alto, porém, compensa qualquer aperto.

As opções de hospedagem na ilha são simples e, embora haja cem pousadas registradas, grande parte delas é apenas um cômodo na casa de um ilhéu. Muitas vezes, o turista toma o café da manhã com o pessoal da casa. Como a ilha é pequena e a curiosidade em torno dela é muito grande, as reservas devem ser feitas com antecedência, especialmente no verão e em julho.

O tempo de permanência na ilha está vinculado ao pagamento da Taxa de Preservação Ambiental, que é feito logo no desembarque e é progressivo: quanto maior o tempo de permanência, maior é o valor a ser pago.

Há varias formas de conhecer a ilha, em caminhadas programadas, passeios de barco e de bugue. Um dos lugares que podem ser conhecidos a pé é a vila histórica, onde se entra na fortaleza que também serviu de prisão em alguns períodos da história brasileira. Algumas praias só podem ser visitadas de barco e outras são interditadas, como a Baía dos Golfinhos, onde esses mamíferos marinhos podem ser observados apenas do alto, por volta das 6 horas da manhã.

Quem leva
BrasilViagem (21) 2108-9997
Cia. Eco (11) 5571-2525
CVC (11) 2191-8410

 
 
 

    

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