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Cinema
O eterno Bem-Amado, agora na tela grande

Se você viu a novela (e/ou a série) e está com saudade, ou não viu mas sempre ouviu falar, esta é a sua chance. O Bem-Amado, referência na teledramaturgia brasileira, que também foi adaptado para o teatro, chega agora às telas do cinema.

Todos os profissionais que fazem parte da obra, que custou perto de R$ 10 milhões, são oriundos da TV Globo. O roteiro, adaptado do original escrito pelo genial Dias Gomes por Guel Arraes e Cláudio Paiva, é dirigido pelo próprio Arraes, responsável por várias séries e programas. O elenco, encabeçado por Marco Nanini, tem nomes conhecidíssimos como Matheus Nachtergaele, Andréa Beltrão, José Wilker, Caio Blat, Bruno Garcia, Maria Flor, Tonico Pereira, Zezé Polessa e Drica Moraes.

A história é basicamente a mesma. O prefeito Odorico Paraguaçu (Marco Nanini) tem como meta prioritária em sua administração na cidade de Sucupira a inauguração de um cemitério. De um lado é apoiado pelas irmãs Cajazeiras (Andréa Beltrão, Zezé Polessa e Drica Moraes). Do outro, tem de lutar contra a forte oposição liderada por Vladimir (Tonico Pereira), dono do jornalzinho da cidade.

Por falta de defunto, o prefeito nunca consegue realizar sua meta. Nem mesmo a chegada de Ernesto (um moribundo que não morre) e a contratação de Zeca Diabo (José Wilker), um cangaceiro matador, lhe proporcionam a realização do sonho. Mas ele não vai desistir e as confusões se sucedem.

Marco Nanini: intimidade no teatro ajudou

Marco Nanini procurou se preparar da melhor forma possível para executar o papel que ficou marcado na memória do brasileiro com Paulo Gracindo. O ator recebeu a sondagem para fazer o filme, mas o assunto foi sendo levado em banho-maria e ele acabou primeiro encarnando o personagem no teatro.

"Eu fiz no teatro a peça para exorcizar um pouco a figura do Odorico Paraguaçu, porque é um personagem muito rico, muito forte e depois repentinamente tudo aconteceu: o filme, a possibilidade de ir para televisão. E é muito bom novamente dar vida ao Odorico Paraguaçu", afirmou Nanini, que depois se sentiu à vontade para fazer o filme. "Repeti-lo tantas vezes no palco me deu uma intimidade com ele maior para eu chegar aqui nesse filme."

José Wilker também não se assustou com o risco de encarnar Zeca Diabo, que ganhou vida na pele de Lima Duarte. "Fazer o Zeca Diabo tem esse desafio de encarar um clássico da dramaturgia brasileira, mas, ao mesmo tempo que é um desafio, é um imenso prazer, porque a gente trabalha sobre um material do qual a gente tem uma quantidade notável de informações", explica.

O Bem Amado
(O Bem Amado, Brasil, 2010)
Comédia, 107 minutos
Estreia nacional em 23 de julho de 2010

 
 
 

    

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